Alfarrábio

Provérbios Populares Gastronómicos

Alfarrábio
 
A açorda faz a velha gorda e a menina formosa

A boda e baptizado só vai quem é convidado

A bom bocado... bom grito ou bom suspiro
A bom ou mau comer... três vezes beber
A cada boca uma sopa
A conversa é como as cerejas
À falta de capão... cebola e pão
A fartura faz bravura
A fome é boa mostarda

A fome é a melhor cozinheira

A fome é o melhor tempero

A fruta proíbida é a mais apetecida
A galinha da minha vizinha é sempre melhor que a minha
A gosto danado o doce é amargo
À míngua de pão... boas são as tortas

A uns morrem as vacas... a outros parem os bois

A ventre farto o mel amarga
Abre o olho, que assam carne

Água e vento são meio sustento

Água mole em pedra dura... tanto bate até que fura

Água passadas não movem moinhos

Antes podrido... que mal comido
Ao bom amigo, com teu pão e teu vinho
Ao menino e ao borracho...Deus lhe põe a mão por baixo

Aquilo que sabe bem... ou é pecado... ou faz mal

As sopas e os amores, os primeiros são os melhores

Até ao lavar dos cestos ainda é vindima

Barriga cheia... cara alegre
Barriga farta... pé dormente
Barriga vazia não conhece alegria

Bem mal ceia quem come de mão alheia

Bem mal farás que andes e não comas
Bem se lambe o gato... depois de farto
Biscoito de freira...fanga de trigo

Boa árvore... bons frutos

Boa casa: boa brasa; boa porta: bom ferrolho
Boca que apetece... coração que deseja
Bocado comido não apanha amigo

Boda molhada... boda abençoada

Broa quente... muita na mão e pouca no ventre
Cabra manca não tem sesta. E se a tem... Pouco lhe presta.
Cada «bucha» sua pinga

Cada cor...seu paladar

Cada um come do que faz

Cada um come do que gosta

Cada um puxa a brasa para a sua sardinha

Capa e merenda nunca pesaram
Carne que baste...vinho que farte... pão que sobre
Casa onde não há pão... todos ralham e ninguém tem razão
Com papas e bolos se enganam os tolos
Come caldo... vive em alto...anda quente...viverás longamente
Come e folga... terás boa vida

Come para viver... não vivas para comer

Comer e coçar... mal é começar
Dá noz o figo... é bom amigo
De couves cruas, mulheres nuas e lautas ceias estão as sepulturas cheias

De pequenino é que se torce o pepino

Do prato à boca perde-se a sopa

Deus dá nozes a quem não tem dentes para as roer

Dois pardais numa espiga... nunca fazem liga
Dos cheiros: o pão e do sabor: o sal

Entre marido e mulher nunca metas a colher

Faz a tua ceara onde cante a cigarra

Filho de peixe sabe nadar

Flor colhida... fruto perdido
Galinha do campo não quer capoeira
Galinha «pedrês» não a comas nem a dês
Gato que nunca comeu azeite, quando o come se lambuza

Gostos não se discutem

Grandes peixes pescam-se em grandes rios

Grão a grão enche a galinha o papo

Grão a grão enche o moleiro o sarrão

Guarda que comer... não guardes que fazer

Guardado está o bocado para quem o há-de comer
Haja fartura, que a fome ninguém atura
Jantar tarde e cear cedo tiram a merenda de permeio

Lenha verde pouco acende e quem muito dorme pouco aprende

Lobo faminto não tem assento

Mais vale um gosto da vida que seis vinténs na algibeira

Mais vale um pássaro na mão que dois ou três a voar

Mata o teu porco... e conhece teu corpo
Mel, se o achaste, come o que baste
Merenda comida... companhia desfeita

Mesa sem pão... é mesa de vilão

Muda de moleiro... que não mudas de ladrão

Muita parra... pouca uva

Muitos cozinheiros... estragam a sopa

Na morte e na boda verás quem te honra

Não alimentes burros a pão de ló

Não contes com o ovo no cú da galinha

Não é com vinagre que se apanham moscas
Não há fome que não dê em fartura

Não há fumo sem fogo

Não há galinha gorda por pouco dinheiro

Não metas a mão em prato onde te fiquem as unhas

Não se pescam trutas a bragas enxutas

Não se pode fazer a par: comer e assoprar
Não tenhas mais olhos do que barriga
Nem pão quente... nem vinho que salte ao dente
Nem sempre o forno faz rosquilhas
Nem todo o grão vai ao olho do moinho

No dia de S. Martinho, abre o pipo e prova o vinho

No tempo quente refresca o ventre

Nunca digas: desta água não beberei

O cântaro tantas vezes vai à fonte que um dia perde a asa

O melão e a mulher conhecem-se pelo rabo

O pão: pela cor e o vinho: pelo sabor

O primeiro milho é dos pardais

O que mais custa melhor sabe
O ventre em jejum não ouve a nenhum

O vinho faz bem aos homens, quando são as mulheres que o bebem

Onde há galo não canta galinha

Ovelha que berra... «bocada» que perde

Ovelha ruim bota o rebanho a perder

Osso que acabes de comer não o voltes a roer
Palavras não adubam sopas
Pão afatiado não enfarta rapaz esfaimado
Pão quente: muito na mão e pouco no ventre
Papagaio teme maleitas, porque não lhe dão amêndoas confeitas
Para boa fome não há mau pão
Para ir à mesa, mais se quer que ser hora de terça

Para quem é: bacalhau basta

Pardal que tem fome... vem abaixo e come

Pede o guloso para o desejoso

Peixe não puxa carroça

Pela boca morre o peixe
Pela boca se aguenta o forno
Por mais santo que seja o dia a panela tem que ferver

Quando Deus quer, água fria é remédio

Quando não há pão, come-se broa

Quando de faz uma panela... faz-se o testo para ela

Queijo com pão faz o homem são
Quem bem come e bebe... bem faz o que deve

Quem brinca com o fogo queima-se

Quem cabritos vende e cabras não tem... de algures lhe vem

Quem ceia em vinhas... almoça em fontes

Quem com porcos se mistura farelos come

Quem come a carne que roa também os ossos

Quem come salgado, bebe dobrado

Quem corre por gosto não cansa

Quem lida com mel sempre lambe os dedos
Quem mal quiser cear… à noite o vá buscar
Quem me dá um ovo... não me quer ver morto

Quem não arrisca... não petisca

Quem não come por ter comido... não é doença de perigo
Quem não é para comer... não é para trabalhar

Quem não trabalha não come

Quem nunca comeu melado, quando come... se lambuza

Quem porfia... mata caça

Quem primeiro se queixa foi quem atirou a ameixa

Quem se deita sem ceia toda a noite esperneia
Quem vai à fonte e não bebe... não sabe o que perde

São mais as vozes... que as nozes

Se mal jantas e pior ceias... minguantes as carnes e crescentes as veias
Sem ovos não se fazem omeletes
Sem sangue não se fazem morcelas
Se queres enfermar... ceia e vai-te deitar
Se tens sardinha... não andes à cata de perú
Tudo o que é doce nunca amargou

Tudo o que vem à rede é peixe

Uns comem os figos... a outros rebenta-lhes a boca

Uvas, figo e melão é sustento de nutrição
Uvas, pão e queijo sabem a beijo
Vinho, azeite e amigos... os mais antigos

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